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As manifestações do fatalismo de jovens em condições de pobreza no Brasil


Este artigo objetiva analisar as manifestações do fatalismo por jovens em condições de pobreza. Embora transcorrido tempo significativo da obra de Martín-Baró, ainda há, na atualidade, elementos que corroboram para a disseminação do fatalismo enquanto fenômeno psicossocial associado à atribuição da vontade divina como elemento responsável pelos fatos cotidianos. Realizou-se dois grupos focais com jovens, totalizando doze participantes do Projeto Jovem Aprendiz e que se encontram em situação de pobreza. As manifestações das atitudes fatalistas pelos jovens congregaram: a crença no sucesso como resultante do esforço individual e da vontade divina; descrença nas instituições sociais; construção de propósitos de vida ligados às aspirações pessoais; calma aparente; silenciamento e distanciamento emocional diante de situações desagradáveis e incômodas. Percebe-se que é o clima de incerteza e indefinição de uma vida marcada pela pobreza que assegura a podem reforçar o fatalismo, sendo necessário empreendermos ações que provam caminhos libertários para a juventude pobre.

Palavras-chave:  Fatalismo, juventude, pobreza.

Autores:
Elívia Camurça Cidade
Psicóloga. Mestre em Psicologia (Universidade Federal do Ceará). Professora Substituta da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Faculdade de Educação de Itapipoca. Itapipoca, Ceará.
Verônica Morais Ximenes
Psicóloga. Doutora em Psicologia (Universidade de Barcelona). Professora da Graduação e Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Ceará. Departamento de Psicologia. Fortaleza, Ceará. Bolsista em Produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

e-mail: elivia_nucom@yahoo.com.br, vemorais@yahoo.com.br

Recibido: 30 de Septiembre 2012 Aceptado: 29 de Noviembre 2012

Citación: Cidade, E. & Ximenes, V. (2012). As manifestações do fatalismo de jovens em condições de pobreza no Brasil. Revista Latinoamericana de Psicología Social Ignacio Martín-Baró, 1(1), pp. 80-102.

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